domingo, 15 de fevereiro de 2009

O amor e as palavras

Santo Agostinho dizia assim: “Pregue o evangelho. Se necessário, use palavras.”

Seguindo a mesma lógica, eu digo: “Ame. Se for necessário usar palavras, ame mais ainda”.

As palavras escravizam e o silêncio lhe mantém em liberdade. Amar é um ato de escolha decorrente de nossa liberdade.

Assim como na nossa relação com Deus, a afirmação do amor com palavras deve ser uma atitude do ser amado como reconhecimento aquele que lhe ama. Se não for assim, espere.

A maior expressão do amor de Deus descrita em João 3:16 foi uma decisão e não palavras.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Contrastes em Quissamã

 

Quissamã - painel

Já fazia algum tempo que queria conhecer outros arredores de Macaé. A ida em Quissamã me apresentou novamente os contrastes da vida na época do império no Brasil.

Na casa grande, com uma linda entrada cheia de palmeiras imperiais, residia o Visconde de Araruama. Lá ele recebeu D.Pedro II para o casamento de seu filho.

Já na senzala (Fazenda Machadinha) encontrei uma comunidade quilombola, com alguns costumes mantidos desde seus antepassados.

Provavelmente o imperador preferiu passar mais tempo olhando o chafariz no jardim da casa. A senzala só é boa para visita de turista.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um ano de Petro

Algumas pessoas tem a oportunidade de viver mudanças profundas em suas vidas. Considero como tal, mudanças que, pelo seu contexto, possam envolver vários aspectos em uma única oportunidade, tais como: residência, trabalho, relacionamentos e mesmo novos projetos.

Ir trabalhar na maior empresa brasileira foi algo inesperado e até não projetado ao longo de minha vida. Uma série de fatores levou isso a ocorrer e acabou me trazendo uma oportunidade ímpar de ampliar conhecimentos profissionais e pessoais acerca da realidade que cerca essa atividade e, de quebra, propiciou a chance de viver um sonho antigo ao me permitir residir no Estado do Rio de Janeiro.

Costumo afirmar que o grande objetivo da mulher tem sido o de conquistar e manter o seu lar. Não vou entrar aqui em explicações demoradas, principalmente para as feministas, acerca dessa afirmação, pois não é essa a minha intenção. Pelo lado do homem, a sua honra e objetivo maior são representados pela sua afirmação profissional, ou seja, pelo seu trabalho.

Por motivos variados, essa grande mudança ocorreu em minha vida e hoje sou muito grato a Deus pela oportunidade que me concedeu de estar comemorando este primeiro ano na Petrobras. Eu e Ele sabemos bem as razões porque cheguei aqui.

No vídeo abaixo registrei algumas cenas relacionadas com minha viagem para o Rio onde iria assumir a nova atividade, bem como o período de formação vivenciado em Salvador e a chegada em Macaé. Tem valido a pena.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

1 9 6 4 – O ano que estou vivendo

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A década de 60 foi bastante rica em fatos e acontecimentos que imagemarcaram a história recente da humanidade.

No mundo tivemos o estabelecimento da guerra fria entre os EUA e a ex-URSS (União Soviética), o fortalecimento de CUBA como exemplo comunista nas Américas, o assassinato de John Kennedy, a chegada do homem na lua, o enorme sucesso dos Beatles e uma presença feminina marcada por ícones reconhecidos até hoje.

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Não quero muito ficar me detendo em fatos históricos, mas apenas para caracterizar o Brasil nesse contexto, tivemos por aqui a revolução militar que derrubou o governo de João Goulart, além do avanço da bossa nova entre os apreciadores da boa música.

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imageBom, foi exatamente nesse ano que eu nasci. Em Campina Grande, Paraíba, fui o sexto filho a nascer em uma família composta de sete.

Esta pequena introdução é para caracterizar uma nova seção de “Fragmentos”. Sempre fui um pouco nostálgico e apreciador de fatos históricos desde criança, provavelmente influenciado pelos gostos semelhantes de meu pai. Mas, o fato é que sou colecinador de tudo que puder acerca do ano que nasci e, portanto, ainda estou vivendo.

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A cada dia esse vínculo, cercado de curiosidade, se intensifica e quero compartilhar um pouco dele.

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Linha de Passe

Faz tempo que o cinema nacional vem apresentando uma quantidade de filmes com bastante qualidade. Assistir aos filmes de nosso país reforça a identidade cultural e o conhecimento de nossas raízes.

Porém, confesso que me atrai mais encarar o cinema como diversão e dou preferência a filmes que nos deixam sempre com um astral melhor, independente de sua origem.

Não é esse exatamente o caso de Linha de Passe. O retrato da periferia de São Paulo, apresentado quase sob a forma de um documentário, através do cotidiano de uma família em busca de suas conquistas, nos leva mais a refletir sobre como é dura a realidade da grande maioria dos brasileiros.

Valeu a pena para reforçar o que a vida já tem ensinado: não devemos e nem podemos julgar pelas aparências.

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Genero: Drama - Nacionais
Ano de Lançamento: 2008
Sinopse: Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é um jovem que procura seu pai obsessivamente. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em se tornar jogador de futebol, mas, aos 18 anos, vê a idéia cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues) dedica-se à religião. Dênis (João Baldasserini) enfrenta dificuldades em se manter, sendo também pai involuntário de um menino. Os quatro são irmãos, tendo sido criados por Cleuza (Sandra Corveloni), sua mãe, que trabalha como empregada doméstica e está mais uma vez grávida, de pai desconhecido. Eles precisam lidar com as transformações religiosas pelas quais o Brasil passa, assim como a inserção no meio do futebol e a ausência de uma figura paterna.